O Evangelho é o Poder de Deus

A MULHER DE DEUS

Pr. Edvaldo Aparecido BuenoPastor Edvaldo Aparecido Bueno
Presidente
11/09/2013


E Débora, mulher profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo. E habitava debaixo das palmeiras de Débora, entre Ramá e Betel, nas montanhas de Efraim; e os filhos de Israel subiam a ela a juízo. (Jz 4.4,5)

Débora é a primeira mulher que se destaca na história do povo de Israel, depois da entrada na terra prometida. A época era a dos juízes, e a nação vivia momentos difíceis de muita inconstância espiritual.
Ela surge no relato bíblico como instrumento divino de benção para seu povo. Nada melhor para uma mulher ser citada por Deus de forma positiva, quando há tantos exemplos de mulheres perversas nas Escrituras.


DÉBORA, A PROFETISA

Sua conduta espiritual é realçada em primeiro lugar. Ela é chamada de profetiza.

Miriã, irmã de Moisés e Arão foi a primeira mulher, na Bíblia a ser chamada assim (Êx 15.20). Débora é a segunda.
Interessante, que ela é diferente da Jezabel de Ap 2.20, que se dizia "profetiza". Não é ela que se diz profetisa, mas as Escrituras Sagradas declaram isso. É melhor deixar Deus falar de nós, porque isso é que constitui a verdade.
Também é melhor deixar que outros lábios te louvem. A mulher virtuosa é louvada por seu marido e filhos: "Levantam-se seus filhos, e chamam-na bem-aventurada; como também seu marido, que a louva, dizendo: Muitas filhas agiram virtuosamente, mas tu a todas és superior". (Pv 31.28,29). O testemunho dado por outras pessoas será sempre mais impactante do que qualquer palavra que sai de nossa própria boca.
Débora era profetisa. Ela falava em nome de Deus. Tinha uma mensagem de Deus. O profeta não fala o que quer, ou o que sente no seu coração, mas entrega aquilo que o Senhor lhe deu para falar. Isso subtende uma comunhão íntima com Deus, pois só pode ouvir a Deus aquele que está bem perto Dele. Débora, sem dúvida cultivava uma vida de comunhão com Deus. Sabia escolher a melhor parte.
Quão importante para a mulher moderna é entender que mesmo nestes tempos de correrias sem fim e de uma sociedade estressada o melhor ainda é cultivar em primeiro lugar sua vida espiritual. As palavras de Cristo ainda fazem o efeito naqueles que a cumprem: "Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e todas essas coisas vos serão acrescentadas". (Mt 6.33).
Ninguém se torna profetisa de uma hora para outra. É necessário passar pela escola de Deus. Precisa ter seu caráter moldado pelas mãos do Oleiro Celestial. Tem que ter experiências espirituais, e reconhecer a grandeza do chamado e a limitação do vaso para que viva na humildade requerida para todo servo de Deus.
Na verdade, o que a igreja precisa, e o mundo também, são de mais mulheres profetisas. Mulheres de Deus que estejam à disposição Dele para anunciar o Seu caminho. Mulher cristã fale com seu Deus e do seu Deus!
A profetisa de Deus, não vagueia sem rumo por aí. Ela não é como uma nau perdida no oceano. Ela tem um endereço fixo.
Quantas boas irmãs, no desejo de serem usadas por Deus, tornam-se andarilhas da fé, circulando por todos os lados, como que buscando oportunidades para serem úteis. Não tem igreja fixa. Não sabem o que é congregar. Pecam ao deixarem a sua congregação, "como é costume de alguns" (Hb 10.25).
Débora "habitava", diz o versículo 5. Não visitava, passeava ou dava os ares da sua graça, ela habitava entre Betel e Ramá. Quem quisesse encontrá-la sabia muito bem onde ela estava.
A mulher de Deus não se apressa, pois sabe que sua hora vai chegar como chegou a de Débora.

DÉBORA, A MULHER DE LAPIDOTE
Na continuação de sua descrição, Débora é mencionada como sendo a "mulher de Lapidote". Ela tinha um marido. O que indica que a mulher de Deus pode ser mulher de um homem.
Não deixe que a sua consagração a Deus atrapalhe sua dedicação a seu marido. Débora tinha tempo para Deus e para seu marido.
Todos sabiam de sua boa conduta como esposa, sem dúvida, a de uma mulher que honrava seu marido e demonstrava-lhe amor. Quem olhava para ela a via como profetisa e mulher de Lapidote. Isso nos ensina que o amor a Deus não é concorrente do amor conjugal, mas sim seu aliado. A vida espiritual não é o fim da vida matrimonial.
Ela nunca abandonou seu marido para ficar com Deus, pois isso não era preciso. A mulher de Deus sabe equilibrar a sua vida. Mesmo entendendo que o amor a Deus vem primeiro, ela entende que seus deveres espirituais não a exime de seus deveres como esposa.
Débora não ouviu o conselho de Paulo às esposas: "Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor" (Ef 5.22). Mas viveu esse princípio bíblico nos seus dias.

DÉBORA, A JUÍZA
Um fato relevante, com relação a Débora e que nos deixa admirados é que ela julgava Israel naqueles dias e "os filhos de Israel subiam a ela a juízo". (vs. 5).
Que mulher laboriosa não era Débora? Tempo para ouvir Deus e comungar com Ele. Tempo para seu esposo. Tempo para as pessoas. Temos muito que aprender com esta mulher!
Ela tinha uma palavra para aconselhar os que a procuravam. Sem dúvida tinha uma palavra de ânimo para os sofredores e uma direção sábia aos desnorteados. Ela era uma luz de esperança numa época de densas trevas. Era um farol brilhante no meio da tempestade.
Esse é o verdadeiro retrato da mulher de Deus. Não é aquela que se expõe para aparecer em sua espiritualidade, mas aquela que deixa que Deus a faça aparecer no momento certo. Não é aquela que foge dos deveres domésticos e conjugais, dando como desculpa suas obrigações na casa de Deus, mas aquela que se deixa amar e ama seu marido e filhos. Não é aquela que busca o povo porque quer ser vista, mas aquela que é buscada pelas pessoas porque sua vida as atrai.
Débora, seu nome significa "abelha", mas ninguém a vê como aquela a que pica e causa dores, mas como aquela que produz mel e doçura em seus atos. Seja mulher de Deus, como Débora!
Conselhos práticos para esposas de pastores:
1. Não se envolva com falatórios na congregação.
2. Não passe na frente do seu marido, porque ele também é seu pastor.
3. Não assuma a função de pastor, deixe isso para seu marido.
4. Sempre que possível esteja junto ao seu marido nos aconselhamentos para outras mulheres.
5. Realize visitas com seu marido sempre que puder.
6. Esteja presente nos cultos.
7. Evite assumir funções na congregação. Se necessário, faça isso apenas temporariamente até que Deus indique alguém para ocupar o cargo.
8. Seja amiga dos crentes. Evite ter inimizades.
9. Não se envolva em atritos familiares. Aja apenas quando for solicitada.
10. Não tome partido nos "grupos" que existem dentro da congregação.
11. Trabalhe pela unidade da igreja.


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